• Jorge

Como a humanização da marca chega a um novo patamar com os influencers virtuais? Entenda!

Não é de hoje que a palavra humanização é um hino para as marcas. Afinal, com a digitalização e o consumidor cada vez mais próximo, muitas empresas viram uma nova necessidade surgir: mais do que entregar um bom produto ou serviço, é preciso trazer uma experiência completa — o cliente não quer só ser ouvido, ele quer diálogo.

É aí que nos deparamos com a tendência dos influencers virtuais. Você pode até não saber do que se trata, mas com certeza já viu ou até interagiu com um em algum momento. E olha que eles estão em vários lugares, especialmente nas redes sociais de compartilhamento de fotos, como é o caso do Instagram.

No post de hoje, vamos apresentar para você do que se trata e o curioso mundo desses influencers. Vamos lá?



O que é influencer virtual?





Lu Magalu, Nat Natura são só alguns exemplos do que chamamos de influencer virtual. Eles são, basicamente, personalidades digitais feitas com computação gráfica. Esses personagens possuem nomes, formas, tom de voz e não só falam da marca, como mostram uma vida além: fazem atividades, vão em shows e expressam opiniões em seus perfis nas redes sociais inserindo-se totalmente no que está acontecendo.

Agora, você deve estar se perguntando, ok, mas isso funciona? Bem, o perfil da influenciadora Miquela tem 3 milhões de seguidores. Ela, inclusive, já foi chamada para ser porta-voz de importantes marcas da moda, como a Vogue. Porém, mais do que perguntar se essa estratégia funciona, é melhor entender o porquê.



Por que essa estratégia tem chamado a atenção de tantas marcas e empresas?


Falamos na introdução como a humanização é importante e não é segredo para ninguém que as pessoas tendem a comprar mais de empresas que elas se identificam. Junte a isso que, ao longo da década de 2010, o poder dos influenciadores digitais foi determinante para definir o tipo de publicidade feita na internet.


Só isso poderia ser o suficiente para explicar o porquê tem tanta gente escolhendo essa estratégia. Contudo, podemos resumir tudo isso a palavra: independência. Veja, se a marca consegue desenvolver um poder de influência própria, com uma persona que é totalmente sua, ela não só pode mandar a mensagem que quiser, mas também, não fica à mercê de valores impostos pelos influencers reais. Ela tem o microfone e o alto-falante, ou seja, o canal e o conteúdo.


Porém, isso não pode ser feito de qualquer jeito. É preciso definir alguns parâmetros, como: a persona será uma mascote? Representará algum setor da empresa como o atendimento? Tem o objetivo de ser um influenciador ou modelo? Cada um desses aspectos significam um tipo de tom de voz, uma interação e um canal. Além disso, é preciso discutir as questões morais do uso. Por exemplo, uma modelo poderá intensificar a ideia de padrões de beleza, o que acabará significando que a marca acredita que existe uma aparência correta. Já, no caso de uma influenciadora, os assuntos escolhidos são cruciais para as vendas. Ela vai falar de assuntos polêmicos? Vai evitar cancelamentos? Se sim, é uma boa forma de se manter segura, porém, pode representar que a empresa é alienada.


O Metaverso como uma oportunidade de negócio.


Com o anúncio do Metaverso pela Meta (ex-Facebook) no fim de 2021, começaram a pipocar suposições sobre as oportunidades para a publicidade. A possibilidade de um ambiente totalmente virtual misturado com realidade aumentada onde as pessoas podem criar suas próprias versões e interagir, abre uma nova etapa para a divulgação de produtos e serviços no digital e isso tem tudo a ver com os influencers virtuais.


Esses personagens poderão ter uma viabilidade de interação completamente imersiva. Encontrar pessoas como em um mundo real, fazer eventos exclusivos e até vender objetos, acessórios e outros itens unicamente no Metaverso.


Claro que isso são só possibilidades ja que o Metaverso e suas variantes ainda não estão totalmente implementadas no nosso mundo. No entanto, existem alguns bons exemplos de influencers que já conquistaram um grande alcance e é o que veremos a seguir!


Exemplos que deram certo


Lu Magalu

Esse é um dos exemplos mais famosos no Brasil quando se trata de pessoas virtuais e marcas. A Lu, da Magazine Luiza, desde que foi criada tem ultrapassado diferentes barreiras entre o real e o virtual. Ela já posou ao lado de pessoas reais, como Luciano Huck e a cantora Ludmilla, e tem feito um trabalho de presença digital interessante, chegando a marca de mais de 5 milhões de seguidores no Instagram. Em uma das suas últimas empreitadas, ela dançou no programa de TV Domingão do Faustão.



Nat Natura

Também seguindo os passos da Lu Magalu, a Nat Natura é uma pessoa virtual criada para representar a empresa de produtos de beleza, Natura. Ela se destaca por mostrar não só os produtos da empresa, mas ter uma rotina como as consumidoras. Um fator interessante na estratégia da Natura, é fazer com que a personagem aborde temas relacionados aos padrões de beleza, especialmente, sobre a quebra deles, em um dos posts, por exemplo, a Nat comentou sobre a sua transição capilar.



Noonoouri

Essa é talvez a que mais fuja da aparência humana — com o rosto mais fino, olhos grandes e boca em formato de coração, Noonoouri aparenta muito mais proximidade com um mangá. No entanto, mesmo com seu visual fora do comum, ela tem um perfil no Instagram com 387 mil seguidores e até informa que é vegana e ativista. Noonoouri já conquistou grandes veículos, como a revista de moda Harper’s Bazaar e até estrelou uma campanha com o estilista Tommy Hilfiger.



Shudu

A Shudu é o mais próximo que temos de uma modelo digital. No seu perfil, você encontra diversas fotos das campanhas para marcas consolidadas no mundo da moda, Tiffany é só um exemplo. Além disso, Shudu também fez trabalhos para outras empresas como a Samsung.

Um fator comum é que sempre há fotos com modelos reais, sendo bem difícil perceber que ela não existe em nosso mundo. Aliás, esse é um elemento interessante de seu perfil — Shudu tem várias parcerias não só com pessoas reais, mas com outros influencers virtuais, como Dagny e Rozy (a primeira digital influencer da Coreia).



Lil Miquela

Já falamos dela durante este texto e ela é um fenômeno nesse mundo de influencers virtuais. Mais do que campanhas, no perfil da Lil Miquela, você vai encontrar o estilo de vida de uma pessoa. São fotos com os amigos, fazendo passeios e até curtindo em casa, etc. Com mais de 3 milhões de seguidores no Instagram, ela foi a primeira a aparecer nas redes sociais e já fez campanhas para marcas famosas como Dior, Chanel e, inclusive, foi capa da revista Vogue.


O digital já mudou muita coisa na forma como nos comunicamos e consumimos. O que podemos concluir é que os influencers virtuais representam uma nova etapa para as marcas e empresas em que não há mais barreiras entre o digital e o real.


Até,

Sr. Jorge



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