• SR. JORGE

Marketing Digital Na Real #2 | Os pilares do método Growth Hacking



Este é mais um conteúdo da série #MarketingDigitalNaReal, que lancei para ajudar clientes e parceiros a conhecerem mais a fundo conceitos importantes para a construção de estratégias sólidas e sustentáveis. Aliás, este último ponto, sobre resultados perenes, é algo que vamos ver hoje neste artigo, afinal, o Growth Hacking - e a forma que trabalhamos por aqui - se volta ao crescimento acelerado, porém contínuo e consistente. Esse termo é relativamente novo e reserva algumas particularidades técnicas que criam uma verdadeira metodologia e categoria de trabalho. Vem comigo que vou explicar mais a seguir :)


Growth + hacking: de onde vem?


A história desse termo é curiosa. Sean Ellis, na época gerente de marketing do PayPal, estava a procurar um substituto. Na hora de escrever o perfil do profissional que ele gostaria que ocupasse a cadeira, ele usou o termo “Growth Hacker”. Isso porque, além dos conhecimentos em marketing, essa pessoa deveria também carregar consigo uma visão e uma bagagem em produto, dados e tecnologia.


Um combo capaz de criar atalhos de crescimento.



Fonte: growwithward.com


Essa combinação não demorou para ser implantada, especialmente por empresas menores, modelos de startup, com orçamentos reduzidos e que precisavam aumentar o número de clientes e, claro, o faturamento, de forma rápida. Com o passar do tempo, a metodologia também conquistou espaço em grandes empresas devido aos seus resultados tangíveis - quando bem implementada ;)


Mas, como o Growth Hacking funciona?


Uma mentalidade, um processo. O Growth Hacking é um exercício diário de investigação, experimento, inteligência e ciência. Ele não se limita somente ao marketing, mas também está diretamente conectado ao produto, inclusive com possibilidade de interferir no desenvolvimento a partir de testes e respostas dos usuários e clientes.


A flexibilidade em testar caminhos a agilidade em fazer mudanças, a se basear em dados coletados, otimizações de automação (ferramentas que executam tarefas ditas mais “trabalhosas” de forma automática, por exemplo, plataformas de CRM - Customer Relationship Management) e soluções de tecnologia são grandes diferenciais do mindset “growth” em relação ao marketing como conhecemos até então. Podemos entender isso melhor a separar da seguinte forma:


Como o método científico sugere, existem sempre hipóteses a serem testadas e observadas. Muitas vezes, no pensamento do Growth Hacking, não é necessário ter algo (produto ou campanha) 100% finalizado para testar, ou seja, mais importante é sentir as respostas no mundo real e captar das pessoas como melhorar ou qual direção seguir. Essa abordagem favorece a utilização de recursos, sejam em dinheiro ou em esforços de equipa, de forma assertiva para entregar o que é esperado do público. O que representa, portanto, muito mais chance de sucesso.


Growth Hacking aplicado no dia a dia


Lembra que falei que aqui a gente trabalha com essa metodologia? Então, tenho um case para contar. O cliente é a Iron Studios, uma empresa brasileira com presença mundial, que produz estátuas colecionáveis dos personagens mais famosos do cinema e dos quadrinhos licenciados pela Warner, Disney, Universal, entre outros grandes estúdios. O nosso time recebeu a missão de impulsionar a pré-venda de uma nova estátua nos mercados da França, Alemanha e Reino Unido. Muito fixe! O desafio principal foi criar uma estratégia capaz de encontrar pessoas interessadas e captar leads para serem ativados posteriormente.


O time de Conteúdo, Media e Criação desenvolveu mensagens, criativos e formatos diferentes para que fossem testados e experimentados: tudo localizado para entrega nos mercados-alvo e personalizado com o idioma de cada país.


A estimativa inicial era impactar 1,5 milhões de pessoas e conquistar cerca de 200 leads, mas, a visão orientada pelo Growth Hacking nos levou a outro patamar. Veja só!


No decorrer das campanha, acompanhamos e fizemos otimizações ao identificar quais mensagens, criativos e formatos estavam sendo melhor percebidos. Em 10 dias, chegamos à meta de impacto e, após os testes, sabíamos qual seria o caminho assertivo para conquistar leads. De 200 leads estimados, saltamos para 2 mil.


O investimento foi direcionado para o objetivo final - captar leads - a partir da coleta de dados (respostas do público à comunicação) e foi possível minimizar dispersão e maximizar resultados, em um curto período de tempo. Isso é criar atalhos de crescimento: formular hipóteses, testar, colectar, analisar e aprimorar.


Integrar o pensamento Growth Hacking nas estratégias e na construção da marca e do negócio exige uma mudança de pensamento e de ação diante dos desafios, que nem sempre é algo simples para empresas que seguem o modelo mais tradicional do marketing. Mas, em um mundo cada vez mais digital, dinâmico e complexo, é importante atualizar as referências e incorporar novos caminhos para vislumbrar novos horizontes. Se interessou nessa ideia? Quer saber mais sobre o case da Iron? Vamos conversar e conte comigo e com Jorges&Jorginas para pensarmos juntos na estratégia para sua marca!


Até logo!

Sr. Jorge


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