• Letícia Suher

Marketing Digital Na Real #6 | Influenciadores além do óbvio

Estamos imersos em informações. Para se ter uma ideia, a cada minuto são 1.400 downloads no TikTok; 694.444 deslizamentos de tela no Instagram; e 4.7 milhões de vídeos assistidos no YouTube. Além de toda a movimentação digital, vivemos o tempo das fake news, das notícias difíceis e de grande tensão entre opiniões. São temas demais, opiniões demais, produtos demais. Desde quando os influenciadores começaram a ganhar espaço nas plataformas - e nas estratégias - muita coisa mudou e outras se intensificaram. Nada mais natural, então, de que o papel desses personagens se transformem ao longo da história, certo?


No artigo de hoje, mais um da série #MarketingDigitalNaReal em que trago conteúdos para explorarmos juntos as possibilidades desse universo de forma simples e direta, vamos conversar sobre a evolução dos influencers e como entendê-los além do óbvio para estratégias mais fortes e relevantes. Vamos?


O que está mudando no papel dos influenciadores?


Voltamos para 2010. Era o começo de plataformas visuais como Instagram e Pinterest, por exemplo. A economia da experiência estava em ascensão e as viagens se tornavam símbolo de status. A digitalização da validação social dava seus primeiros passos. Neste momento, a aspiração das celebridades colocava as regras do jogo da influência. Saltamos para 2015. A partir daí, com a consolidação de algumas tendências da época, a inspiração entra no jogo, e os influenciadores aparecem com maior relevância do que as próprias celebridades.


De lá para cá, e especialmente agora, estamos em um profundo momento de transição. Temos a sensação saturação de conteúdo, as ondas de fake news, uma maior consciência sobre consumo, saúde mental e desigualdades sociais, e ainda o detox digital - com um preocupação com a sobrecarga da vida conectada. Isso tudo significa que aquela ideia de influencers divulgam marcas e produtos, puro e simplesmente, foram perdendo força. Um exemplo disso é que a hashtag #Ad caiu 30% em abril de 2020 em relação ao ano anterior, segundo dados da consultoria Social Bakers.


A economia da influência foi se fragmentando para cobrir demandas que foram surgindo de acordo com os valores do momento. Surgiram, por exemplo, os defensores, os formadores de opinião, os criadores.


Quem são esses novos personagens?


Uma coisa é certa. Independentemente do segmento da sua marca, a estratégia com os influenciadores precisa prezar por um alinhamento real de valores e aderência às demandas que contei acima. É com essa nova relação que os defensores se destacam: são aqueles que promovem autoridade e autenticidade, nos quais as pessoas recorrem para sentirem confiança (lembra do mar de informações, conteúdo e fake news?) desde a indicação de produtos até mesmo para aprender questões políticas. Para as marcas, é essencial se aliar a esses perfis pensando em uma construção de parceria a longo prazo, para que sejam mais “embaixadores” do que “influenciadores”.


Outra categoria que surgiu é o criador. Impulsionado especialmente pelo TikTok, essas pessoas usam muito do tempo para gerar conteúdos que não são aleatórios - pelo contrário, são feitos com planejamento e estratégia. Os criadores conquistam a atenção pelo teor de entretenimento em seus vídeos e prendem a atenção dos seguidores que acompanham de perto as atualizações. E, por fim, falamos dos formadores de opinião. O estudo da WGSN traz um excelente exemplo deste perfil, o estudante Nathan Tankus. Mesmo não sendo um académico, ele ganhou relevância ao falar sobre economia no Twitter com um olhar crítico. Com suas threads, ele engaja os seguidores e movimenta temas atuais que despertam o interesse.


Bom, agora que sabemos que outras formas de influenciar estão ganhando força, é hora de entender o marketing e a comunicação podem integrar essa nova dinâmica em suas estratégias para não cair na armadilha de enviar um produto e esperar que isso seja suficiente para atrair e gerar resultado. Continue comigo!


Sair do óbvio é para já!


Compreender que o papel dos influencers está pautado muito mais na curadoria do conteúdo é o primeiro ponto para repensar as ações. Conectar-se a uma voz no ambiente digital deve passar pela análise do quanto este influencer representa sua marca para além de topar a ação: ele acredita nas mesmas coisas? Fala de assuntos que a comunidade vê valor? Agrega sentido para os conteúdos? Está disposto a ter uma relação a longo prazo? Essas são questões importantes! Já quando falamos da criatividade para engajá-lo e fazer o conteúdo repercutir entre os seguidores, precisamos gerar experiência, criar uma história, envolvê-los na proposta da marca.


Mas você pode estar se perguntando: mas onde ficam as vendas? Sim, os influenciadores podem contribuir muito para alavancar as conversões, justamente porque com o olhar de curadores, o público se conecta para receber dicas que são compatíveis com seus gostos e preferências. Afinal, vale lembrar: pessoas querem ouvir pessoas, e não as grandes corporações. ;)


E então, que tal a gente continuar essa conversa que rende muito com uma xavena de café em um encontro virtual? Por aqui, temos trabalhos bem fixes para compartilhar com você e construir novas ideias com a sua marca! Fale pelo geral@srjorge.com :)


Abraços,

Sr. Jorge


Fonte: WGSN | Evolução da indústria de influenciadores 2020



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