• Letícia Suher

Novo momento, novos hábitos e novas tarefas para as marcas

Conservas. Cápsulas de café. Laranja. O que esses itens têm em comum?


Todos eles tiveram aumento de compra durante a quarentena em Portugal. Mas não é só o que comprar que sofreu uma guinada. Como comprar, onde ir, como se divertir: nossos hábitos e prioridades estão em praticamente todos em revisão. Por isso, hoje, vou trazer aqui algumas mudanças que ocorreram durante o período de isolamento e os pontos que podem ser explorados daqui pra frente. Continue comigo!


Você fazia compras online antes da pandemia? Bem, isso não é uma novidade, eu sei. Apenas 2% dos entrevistados no Estudo “What’s next? Be Ready!” fizeram sua primeira compra virtual. Porém, quando olhamos para as categorias, 22% disseram ter comprado online itens que não compravam dessa forma antes. Alimentos frescos (31%), medicamentos (29%) e comidas prontas (28%). Uma ida ao mercado e ao restaurante pode não ser mais tão frequente quanto antes. Aliás, 69% dos portugueses entrevistados passou a estar menos tempo no supermercado e 38% diz que pretende manter esse comportamento. Ou seja, a comunicação das marcas terá que se esforçar mais para reforçar a consideração de seus produtos antes do momento da compra, já que o consumidor não deverá despender tanto tempo a olhar para as gôndolas e estudar qual produto levar.


Os espaços públicos são outro cenário a ser revisitado. Dessa vez, porque os portugueses se mostram mais resistentes a voltar a frequentar centros comerciais, festivais e concertos. No entanto, parques, praias, esplanadas, lojas de rua e locais ao ar livre são mais atrativos e tendem a voltar mais rapidamente à rotina. Com isso, dá para notar que as pessoas ainda se sentem inseguras em locais fechados e com certa aglomeração, logo, eventos e experiências digitais devem continuar impulsionados. Sua marca está a pensar como implementar essas estratégias para entreter e manter a conexão com o público? Deixo aqui uma inspiração do The Met 360º que criou uma forma de fazer as pessoas apreciarem suas exposições sem sair de casa.

Aliás, cá entre nós, a nossa relação com a casa deve mudar também. A passar mais tempo em residência, com maior atenção à limpeza, também surge a vontade de decorar e renovar o ambiente. Durante o isolamento, a pesquisa mostrou que 46% dos entrevistados desejaram fazer pequenas reformas, pintar, comprar móveis, repaginar cozinha e casa de banho. E elas precisam e querem fazer por si mesmas. Isso me fez lembrar da importância da estratégia de conteúdo HERO, HUB, HELP. A metodologia do Google para guiar a criação de conteúdo, com foco em vídeo, nos ajuda a ter um olhar especial para o HELP: ajudar pessoas a fazer algo e a criar coisas, como o famoso DIY. Esse tipo de conteúdo que proporciona autonomia ao usuário é um excelente gatilho para você se conectar com pessoas que ainda não conhecem seu produto ou serviço. Já está a trabalhar nisso?



Imagem: reprodução.



E para fechar essa série, trago aqui um indicador interessante. Vi algumas matérias a falar sobre compras mais conscientes e que uma crise poderia fazer as pessoas gastarem menos, mas um termo novo surge para mostrar que talvez, em um primeiro momento, não seja bem assim. O “revenging spending” é uma espécie de "vingança" pela privação momentânea. Prova desse anseio por uma "recompensa" é que 51% quer ir ao salão de beleza e 40% dos portugueses querem marcar férias em Portugal!


Por aqui, este dado sobre as viagens ajudou a equipe de Jorge&Jorginas a traçar uma nova campanha para a nosso cliente, a Welcome Portugal - empresa focada em oferecer experiências únicas para viajantes curiosos. #OlhosDeTurista está nas redes sociais da marca para estimular os portugueses a descobrirem os cantos e encantos lusitanos com a mesma empolgação de quando se viaja para o exterior. Você pode conferir aqui como a campanha aconteceu. :)


Muita coisa até aqui, certo? Para concluir, o que vale é ter em mente que novos comportamentos devem ser passageiros e outros devem permanecer. E para lidar com os que ficam, as marcas certamente vão precisar de novos approaches, estratégias e posicionamentos (ver o texto que escrevi sobre valor no branding aqui). Um indicador pode fazer a diferença no futuro da sua marca e te guiar para incorporar novos produtos, serviços, formatos e tecnologias. Vamos juntos acompanhar as perspectivas que se abrem e, quem sabe, trabalhar juntos também. ;)


Até o próximo post!

Meus cumprimentos

SR.JORGE


Fonte:

Marketeer


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